Comecei a tatuar durante a pandemia — um daqueles momentos em que a vida para e a gente precisa se perguntar o que realmente faz sentido.

Depois de perder alguns familiares, percebi que estava adiando muitas coisas que sempre quis fazer. Foi quando decidi experimentar, sem muita expectativa, algumas dessas ideias que sempre ficaram guardadas. A tatuagem entrou nessa lista… e acabou ficando.

O que começou como um hobby rapidamente ganhou espaço na minha vida. Com o tempo, percebi que tatuar não era apenas desenhar na pele, mas uma forma de traduzir histórias, sentimentos e momentos importantes em imagem. Cada projeto passou a carregar um pouco da pessoa que chega até mim e um pouco da forma como eu enxergo o mundo.

Sou formado em Publicidade e Propaganda, e essa formação influencia diretamente a forma como penso meu trabalho. Sempre me interessei por narrativa visual, conceito e construção de identidade — e levo esse olhar para cada tatuagem. Para mim, cada peça precisa ter intenção, ritmo e uma composição que faça sentido no corpo.

Ao longo dos últimos anos, a tatuagem deixou de ser apenas uma experiência nova e se tornou minha profissão principal. Nesse processo, também comecei a desenvolver projetos autorais e explorar outras formas de transformar minhas ideias em arte — seja através de ilustrações, objetos ou pequenas coleções criativas.

Hoje vejo a tatuagem como um encontro entre técnica, estética e significado. Um lugar onde é possível transformar emoções, memórias e símbolos em algo que acompanha a pessoa para sempre.

Mais do que reproduzir desenhos, meu trabalho é criar imagens com personalidade e conceito, respeitando tanto a história de quem chega quanto a linguagem artística que venho construindo ao longo do tempo.

 

Meu processo

Cada tatuagem começa com uma conversa.

Gosto de entender a ideia, o momento de vida e o significado que a pessoa quer carregar na pele. A partir disso, desenvolvo o desenho pensando não apenas na estética, mas também em como aquela imagem vai viver no corpo ao longo do tempo.

Minha formação em comunicação também influencia esse processo: penso cada projeto como uma pequena narrativa visual — algo que precisa ter equilíbrio, intenção e identidade.

 

 

Estilo e referências

Meu trabalho parte da ilustração e da construção de símbolos visuais. Muitas das minhas referências vêm da cultura pop, da arte gráfica, da estética urbana e de narrativas visuais contemporâneas.

Também gosto de explorar projetos autorais que misturam humor, emoção e uma certa dose de caos criativo — transformando sentimentos e experiências do cotidiano em personagens, objetos e ideias que podem existir tanto na pele quanto fora dela.

 

 

Além da tatuagem

Além do trabalho no estúdio, também desenvolvo projetos criativos ligados à arte e ao design. Alguns deles se transformam em produtos, coleções ou pequenas experiências artísticas que expandem o universo visual que venho construindo.

 

Acredito que a tatuagem é apenas uma das formas possíveis de transformar ideias em algo real — e gosto de explorar essas possibilidades sempre que posso.